Por sugestão de um amigo cá vai: Conta a lenda que uma jovem mariposa - de corpo frágil e alma sensível -voava ao sabor do vento, certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou. Excitadíssima, voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor. - Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou. - As estrelas não foram feitas para que as mariposaspossam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur, e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas. Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta. - Que maravilha poder sonhar!- pensava. Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se c
O amor platónico ou amor ideia deve seu nome a Platão. Para ele o mundo real é apenas reflexo da ideia, não se realiza, é mais forte do que o amor materializado, possível, concreto. Esse tipo de amor, que se baseia no impossível, é comum na adolescência e envolve a mistificação do ser amado. Por ser difícil de se realizar, este é um sentimento desesperado, melancólico, solitário. Eu tenho um amor platónico, começou na adolescência e prolonga-se até hoje.